quarta-feira, 4 de setembro de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Olá amigos do In:Pacto


Cadastramento dos professores alfabetizadores
Cadastramento de turmas: mensagem Orientador não possui Formação Inicial
• Se o Coordenador tentar cadastrar as turmas de professores alfabetizadores ainda não conseguirá porque esta página do Sispacto está em construção.
• A mensagem Orientador não possui Formação inicial significa que a universidade ainda não concluiu o registro de frequência dos Orientadores de Estudo.
• Assim que as universidades registrarem a presença dos Orientadores de Estudo, o sistema enviará um e-mail para os Coordenadores iniciarem o cadastramento das turmas dos professores alfabetizadores.

Por isso, fiquem atentos para o lançamento da frequência.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013



Só para recordar!

Nossa meta esta centrada na:
União,

Integração,

Parceria,

Solidariedade

E, principalmente, na Partilha.

Nunca devemos esquecer do direcionador de decisões: Estudo!
Formação de Orientadores de estudos Polo Alagoinhas 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mesa redonda apresentação plano de formação

Representantes dos municípios de:
Rio Real
Ouriçangas
Pedrão
Mata de São João
Olindina
Jandaíra
Pojuca

TEXTOS ANEXOS PARA FACILITAR


    Patativa do Assaré


 
Aos Poetas Clássicos


 
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.

Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.

No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.

Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.

Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.

Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.

Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.

Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.

Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.

Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.